9 de dezembro de 2013

Quero Ser Gay – Como Questionar O Que Já Está Decidido?

Eu escrevo muito sobre meu filho mais velho, mas ele não é o único. Eu tenho a sorte de ter três filhos no total. Meus outros dois são tão incríveis quanto o primeiro, na minha opinião nada imparcial. Meu filho do meio agora tem sete anos, a mesma idade que o mais velho tinha quando começou a se identificar como gay. Não deveria me surpreender que mais ou menos na mesma idade meu filho do meio começaria a ter questões e opiniões sobre a orientação sexual do irmão mais velho, mas me surpreendeu. No início era apenas uma parte normal de sua vida, que não era interessante a ponto de se parar para pensar. “Meu irmão é gay, tá bom, mas alguém quer jogar Mario Kart?” era basicamente sua opinião sobre esse assunto. Mas isso começou a mudar.
Alguns meses atrás, estávamos num daqueles dias de verão horríveis e nojentos em que o calor e a humidade simplesmente não dão trégua. Por sorte, dois ótimos amigos nossos, Sam e Toby, têm piscina em casa e nos convidaram para visitá-los e nos salvaram da tortura do calor. Sam e Toby vivem numa área superdescolada e muito valorizada  da cidade, razoavelmente perto de nós. Eles têm uma casa que nossos filhos apelidaram de “castelo”, com uma casa de fundos que é maior que a nossa casa. Os meninos adoram Sam e Toby e adoram visitar a casa deles. A gente já estava na piscina fazia algumas horas, e aquela energia incontrolável que as crianças liberam quando entram na água já tinha se esvaído. A gente estava curtindo um tempinho descansando dentro da água fresca.
Meu filho do meio estava cansado, e encostou a cabeça contra meu peito enquanto eu boiava de costas.
“Ô mãe”, ele disse, quebrando o silêncio.
“Oi, filho?”, eu disse, meio cochilando.
“Eu quero ser gay.”
Isso me pegou desprevenida. Eu pus ele entre meus braços e apoiei meus pés no chão da piscina.
“Bem”, eu comecei, e parei. Isso era inesperado. Meu filho do meio nunca se encantou por outros meninos como o mais velho, e ano passado ele queria se casar com uma coleguinha de classe. Nada disso fazia muita diferença. Foi a maneira como ele construiu essa frase que me fez parar. Ele queria ser gay. Era muito diferente do nosso filho mais velho, que simplesmente um dia anunciou que gay era o que ele é.
“Por que você quer ser gay, meu anjo?”, eu perguntei, com sua cabecinha ainda aconchegada em mim.
“Quando eu for gente grande, eu quero morar numa casona como essa e ter uma piscina.”
Ah, OK. Então isso era algo bem diferente. Por acaso nenhum dos nossos amigos heterossexuais vivem em casas grandes com piscina, então eu consegui entender sua linha de raciocínio.
“Ser gay não é algo que você pode querer e pedir pra ser”, eu falei para ele enquanto passava a mão em seu cabelo molhado. “Ser gay é algo que se é.”
Ele levantou a cabeça e olhou para o irmão mais velho. “Mas ele é gay, por que eu não?”
“Ele é mesmo. Mas ele é gay porque ele quer andar de mãos dadas com outros meninos. Ele quer ter namorados e quem sabe casar com um outro menino um dia.”
“Que nem o Toby e o Sam.”
“Isso mesmo, que nem eles. Mas isso não quer dizer que ele vai ter uma casa como essa. O Michael ou o Johnny têm casas grandes assim?”, eu perguntei, mencionando outros dois amigos nossos, gays e adultos. Meu filho balançou a cabeça. “E você não tem que se casar com um menino para conseguir uma casa assim. Alguns dos vizinhos do Sam e do Toby são como a mamãe e o papai, menina e menino. Então não importa se você gosta de meninos ou meninas, você ainda pode ter uma casa grande e bacana como essa quando você crescer.”
“OK,” ele suspirou e voltou a colocar a cabeça sobre meu peito. Eu sei que eu podia ter parado ali, mas algo me disse para continuar. Eu movi seu corpo até que ele olhasse para mim novamente.
“Você gosta de meninos ou de meninas?”, eu perguntei, olhando em seus olhos.
Ele inclinou a cabeça e pensou por um minuto. “Eu não decidi ainda.”
“E não há problema nisso. Nem todo mundo decide isso na mesma idade que o seu irmão. Você tem um montão de tempo.”
“OK.”
“Quando você decidir, eu não vou te amar nem mais nem menos do que eu te amo agora. Não faz diferença de quem você gosta, a mamãe vai te amar com todo o coração e mais um pouco.” Eu puxei ele pra perto de mim. Então eu soprei no ouvido do meu filho a brincadeira que eu faço com todos eles desde que eles nasceram. “Quem é o menino que eu amo mais?”
Ele sorriu para mim. Era aquele sorriso que captura meu coração, o sorriso que toma conta de seu rosto inteiro. “Eu!”
“Isso mesmo!” E daí eu olhei para seu irmão mais velho, que estava escutando essa conversa o tempo inteiro, e disse para ele, “Quem é o menino que eu amo mais?”
“Eu!”, ele gritou em resposta.
E então eu virei para nosso caçula, sentado numa cadeira ao lado da piscina, com uma toalha jogada sobre a cabeça e se empaturrando de batatinha frita como se estivesse há dias sem comer. “Quem é o menino que eu amo mais?”, eu berrei pra ele.
“Eu, mamãe!”, ele gritou, cuspindo batatinhas. “Você me ama mais!”
“Isso aí!” E eu voltei dar atenção para o do meio. “Vocês três são os garotos que eu mais amo no mundo. E vocês são perfeitos assim do jeitinho que são.”
“OK”, ele disse com um suspiro, inclinando a cabeça sobre meu peito mais uma vez e fechando os olhos. Parecia que a conversa tinha chegado ao fim.
Mas esse era apenas o início dos questionamentos. Nós respondemos a todos, porque ele tem que ter a liberdade de levantar esse tipo de questão. O que meu filho do meio me lembrou é que ser gay não é a história apenas de seu irmão mais velho. Nós somos uma família. Ter um filho gay é parte da minha história também, e parte da história de seu pai. Ter um irmão gay é parte da história dos meus outros dois filhos, e isso não deve ser desprezado ou ignorado. E como faz parte de sua história, ele deve sempre ser capaz de fazer as perguntas que quiser, e é parte do meu trabalho como mãe respondê-las, sinceramente, todas as vezes
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Eu escrevo muito sobre meu filho mais velho, mas ele não é o único. Eu tenho a sorte de ter três filhos no total. Meus outros dois são tão incríveis quanto o primeiro, na minha opinião nada imparcial. Meu filho do meio agora tem sete anos, a mesma idade que o mais velho tinha quando começou a se identificar como gay. Não deveria me surpreender que mais ou menos na mesma idade meu filho do meio começaria a ter questões e opiniões sobre a orientação sexual do irmão mais velho, mas me surpreendeu. No início era apenas uma parte normal de sua vida, que não era interessante a ponto de se parar para pensar. “Meu irmão é gay, tá bom, mas alguém quer jogar Mario Kart?” era basicamente sua opinião sobre esse assunto. Mas isso começou a mudar.

Alguns meses atrás, estávamos num daqueles dias de verão horríveis e nojentos em que o calor e a humidade simplesmente não dão trégua. Por sorte, dois ótimos amigos nossos, Sam e Toby, têm piscina em casa e nos convidaram para visitá-los e nos salvaram da tortura do calor. Sam e Toby vivem numa área superdescolada e muito valorizada  da cidade, razoavelmente perto de nós. Eles têm uma casa que nossos filhos apelidaram de “castelo”, com uma casa de fundos que é maior que a nossa casa. Os meninos adoram Sam e Toby e adoram visitar a casa deles. A gente já estava na piscina fazia algumas horas, e aquela energia incontrolável que as crianças liberam quando entram na água já tinha se esvaído. A gente estava curtindo um tempinho descansando dentro da água fresca.

Meu filho do meio estava cansado, e encostou a cabeça contra meu peito enquanto eu boiava de costas.

“Ô mãe”, ele disse, quebrando o silêncio.

“Oi, filho?”, eu disse, meio cochilando.

“Eu quero ser gay.”

Isso me pegou desprevenida. Eu pus ele entre meus braços e apoiei meus pés no chão da piscina.

“Bem”, eu comecei, e parei. Isso era inesperado. Meu filho do meio nunca se encantou por outros meninos como o mais velho, e ano passado ele queria se casar com uma coleguinha de classe. Nada disso fazia muita diferença. Foi a maneira como ele construiu essa frase que me fez parar. Ele queria ser gay. Era muito diferente do nosso filho mais velho, que simplesmente um dia anunciou que gay era o que ele é.

“Por que você quer ser gay, meu anjo?”, eu perguntei, com sua cabecinha ainda aconchegada em mim.

“Quando eu for gente grande, eu quero morar numa casona como essa e ter uma piscina.”

Ah, OK. Então isso era algo bem diferente. Por acaso nenhum dos nossos amigos heterossexuais vivem em casas grandes com piscina, então eu consegui entender sua linha de raciocínio.

“Ser gay não é algo que você pode querer e pedir pra ser”, eu falei para ele enquanto passava a mão em seu cabelo molhado. “Ser gay é algo que se é.”

Ele levantou a cabeça e olhou para o irmão mais velho. “Mas ele é gay, por que eu não?”

“Ele é mesmo. Mas ele é gay porque ele quer andar de mãos dadas com outros meninos. Ele quer ter namorados e quem sabe casar com um outro menino um dia.”

“Que nem o Toby e o Sam.”

“Isso mesmo, que nem eles. Mas isso não quer dizer que ele vai ter uma casa como essa. O Michael ou o Johnny têm casas grandes assim?”, eu perguntei, mencionando outros dois amigos nossos, gays e adultos. Meu filho balançou a cabeça. “E você não tem que se casar com um menino para conseguir uma casa assim. Alguns dos vizinhos do Sam e do Toby são como a mamãe e o papai, menina e menino. Então não importa se você gosta de meninos ou meninas, você ainda pode ter uma casa grande e bacana como essa quando você crescer.”

“OK,” ele suspirou e voltou a colocar a cabeça sobre meu peito. Eu sei que eu podia ter parado ali, mas algo me disse para continuar. Eu movi seu corpo até que ele olhasse para mim novamente.

“Você gosta de meninos ou de meninas?”, eu perguntei, olhando em seus olhos.

Ele inclinou a cabeça e pensou por um minuto. “Eu não decidi ainda.”

“E não há problema nisso. Nem todo mundo decide isso na mesma idade que o seu irmão. Você tem um montão de tempo.”

“OK.”

“Quando você decidir, eu não vou te amar nem mais nem menos do que eu te amo agora. Não faz diferença de quem você gosta, a mamãe vai te amar com todo o coração e mais um pouco.” Eu puxei ele pra perto de mim. Então eu soprei no ouvido do meu filho a brincadeira que eu faço com todos eles desde que eles nasceram. “Quem é o menino que eu amo mais?”
Ele sorriu para mim. Era aquele sorriso que captura meu coração, o sorriso que toma conta de seu rosto inteiro. “Eu!”

“Isso mesmo!” E daí eu olhei para seu irmão mais velho, que estava escutando essa conversa o tempo inteiro, e disse para ele, “Quem é o menino que eu amo mais?”

“Eu!”, ele gritou em resposta.

E então eu virei para nosso caçula, sentado numa cadeira ao lado da piscina, com uma toalha jogada sobre a cabeça e se empaturrando de batatinha frita como se estivesse há dias sem comer. “Quem é o menino que eu amo mais?”, eu berrei pra ele.

“Eu, mamãe!”, ele gritou, cuspindo batatinhas. “Você me ama mais!”

“Isso aí!” E eu voltei dar atenção para o do meio. “Vocês três são os garotos que eu mais amo no mundo. E vocês são perfeitos assim do jeitinho que são.”

“OK”, ele disse com um suspiro, inclinando a cabeça sobre meu peito mais uma vez e fechando os olhos. Parecia que a conversa tinha chegado ao fim.

Mas esse era apenas o início dos questionamentos. Nós respondemos a todos, porque ele tem que ter a liberdade de levantar esse tipo de questão. O que meu filho do meio me lembrou é que ser gay não é a história apenas de seu irmão mais velho. Nós somos uma família. Ter um filho gay é parte da minha história também, e parte da história de seu pai. Ter um irmão gay é parte da história dos meus outros dois filhos, e isso não deve ser desprezado ou ignorado. E como faz parte de sua história, ele deve sempre ser capaz de fazer as perguntas que quiser, e é parte do meu trabalho como mãe respondê-las, sinceramente, todas as vezes.








FONTE: Portal Huffington Post.
Eu escrevo muito sobre meu filho mais velho, mas ele não é o único. Eu tenho a sorte de ter três filhos no total. Meus outros dois são tão incríveis quanto o primeiro, na minha opinião nada imparcial. Meu filho do meio agora tem sete anos, a mesma idade que o mais velho tinha quando começou a se identificar como gay. Não deveria me surpreender que mais ou menos na mesma idade meu filho do meio começaria a ter questões e opiniões sobre a orientação sexual do irmão mais velho, mas me surpreendeu. No início era apenas uma parte normal de sua vida, que não era interessante a ponto de se parar para pensar. “Meu irmão é gay, tá bom, mas alguém quer jogar Mario Kart?” era basicamente sua opinião sobre esse assunto. Mas isso começou a mudar.
Alguns meses atrás, estávamos num daqueles dias de verão horríveis e nojentos em que o calor e a humidade simplesmente não dão trégua. Por sorte, dois ótimos amigos nossos, Sam e Toby, têm piscina em casa e nos convidaram para visitá-los e nos salvaram da tortura do calor. Sam e Toby vivem numa área superdescolada e muito valorizada  da cidade, razoavelmente perto de nós. Eles têm uma casa que nossos filhos apelidaram de “castelo”, com uma casa de fundos que é maior que a nossa casa. Os meninos adoram Sam e Toby e adoram visitar a casa deles. A gente já estava na piscina fazia algumas horas, e aquela energia incontrolável que as crianças liberam quando entram na água já tinha se esvaído. A gente estava curtindo um tempinho descansando dentro da água fresca.
Meu filho do meio estava cansado, e encostou a cabeça contra meu peito enquanto eu boiava de costas.
“Ô mãe”, ele disse, quebrando o silêncio.
“Oi, filho?”, eu disse, meio cochilando.
“Eu quero ser gay.”
Isso me pegou desprevenida. Eu pus ele entre meus braços e apoiei meus pés no chão da piscina.
“Bem”, eu comecei, e parei. Isso era inesperado. Meu filho do meio nunca se encantou por outros meninos como o mais velho, e ano passado ele queria se casar com uma coleguinha de classe. Nada disso fazia muita diferença. Foi a maneira como ele construiu essa frase que me fez parar. Ele queria ser gay. Era muito diferente do nosso filho mais velho, que simplesmente um dia anunciou que gay era o que ele é.
“Por que você quer ser gay, meu anjo?”, eu perguntei, com sua cabecinha ainda aconchegada em mim.
“Quando eu for gente grande, eu quero morar numa casona como essa e ter uma piscina.”
Ah, OK. Então isso era algo bem diferente. Por acaso nenhum dos nossos amigos heterossexuais vivem em casas grandes com piscina, então eu consegui entender sua linha de raciocínio.
“Ser gay não é algo que você pode querer e pedir pra ser”, eu falei para ele enquanto passava a mão em seu cabelo molhado. “Ser gay é algo que se é.”
Ele levantou a cabeça e olhou para o irmão mais velho. “Mas ele é gay, por que eu não?”
“Ele é mesmo. Mas ele é gay porque ele quer andar de mãos dadas com outros meninos. Ele quer ter namorados e quem sabe casar com um outro menino um dia.”
“Que nem o Toby e o Sam.”
“Isso mesmo, que nem eles. Mas isso não quer dizer que ele vai ter uma casa como essa. O Michael ou o Johnny têm casas grandes assim?”, eu perguntei, mencionando outros dois amigos nossos, gays e adultos. Meu filho balançou a cabeça. “E você não tem que se casar com um menino para conseguir uma casa assim. Alguns dos vizinhos do Sam e do Toby são como a mamãe e o papai, menina e menino. Então não importa se você gosta de meninos ou meninas, você ainda pode ter uma casa grande e bacana como essa quando você crescer.”
“OK,” ele suspirou e voltou a colocar a cabeça sobre meu peito. Eu sei que eu podia ter parado ali, mas algo me disse para continuar. Eu movi seu corpo até que ele olhasse para mim novamente.
“Você gosta de meninos ou de meninas?”, eu perguntei, olhando em seus olhos.
Ele inclinou a cabeça e pensou por um minuto. “Eu não decidi ainda.”
“E não há problema nisso. Nem todo mundo decide isso na mesma idade que o seu irmão. Você tem um montão de tempo.”
“OK.”
“Quando você decidir, eu não vou te amar nem mais nem menos do que eu te amo agora. Não faz diferença de quem você gosta, a mamãe vai te amar com todo o coração e mais um pouco.” Eu puxei ele pra perto de mim. Então eu soprei no ouvido do meu filho a brincadeira que eu faço com todos eles desde que eles nasceram. “Quem é o menino que eu amo mais?”
Ele sorriu para mim. Era aquele sorriso que captura meu coração, o sorriso que toma conta de seu rosto inteiro. “Eu!”
“Isso mesmo!” E daí eu olhei para seu irmão mais velho, que estava escutando essa conversa o tempo inteiro, e disse para ele, “Quem é o menino que eu amo mais?”
“Eu!”, ele gritou em resposta.
E então eu virei para nosso caçula, sentado numa cadeira ao lado da piscina, com uma toalha jogada sobre a cabeça e se empaturrando de batatinha frita como se estivesse há dias sem comer. “Quem é o menino que eu amo mais?”, eu berrei pra ele.
“Eu, mamãe!”, ele gritou, cuspindo batatinhas. “Você me ama mais!”
“Isso aí!” E eu voltei dar atenção para o do meio. “Vocês três são os garotos que eu mais amo no mundo. E vocês são perfeitos assim do jeitinho que são.”
“OK”, ele disse com um suspiro, inclinando a cabeça sobre meu peito mais uma vez e fechando os olhos. Parecia que a conversa tinha chegado ao fim.
Mas esse era apenas o início dos questionamentos. Nós respondemos a todos, porque ele tem que ter a liberdade de levantar esse tipo de questão. O que meu filho do meio me lembrou é que ser gay não é a história apenas de seu irmão mais velho. Nós somos uma família. Ter um filho gay é parte da minha história também, e parte da história de seu pai. Ter um irmão gay é parte da história dos meus outros dois filhos, e isso não deve ser desprezado ou ignorado. E como faz parte de sua história, ele deve sempre ser capaz de fazer as perguntas que quiser, e é parte do meu trabalho como mãe respondê-las, sinceramente, todas as vezes.
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31 de outubro de 2013

No meu MUNDO?!

[...] Cabe o meu amor!
Cabem três vidas inteiras
Cabe uma penteadeira
Cabe nós dois [...]
- ORAÇÃO - A Banda Mais Bonita da Cidade!


22 de outubro de 2013

MEU ANIVERSÁRIO!


Dos 08 meses - aos 22 anos!
Esse hífen que separa minhas idades tem muita, mas muita história! Que esse seja o começo de uma nova fase, e que venha com tudo ;)))

16 de outubro de 2013

UM AMOR, UM LUGAR - Fernanda Abreu

O meu amor é teu
O meu desejo é meu
O teu silencio é um véu
O meu inferno é o céu pra quem não sente culpa de nada
E se não for valeu
E se já for Adeus
O dia amanheceu
Levante as mãos para o céu
E agradeça se um dia encontrar
Um amor, um lugar pra sonhar
pra que a dor possa sempre mostrar, algo de bom
O meu amor é teu
O meu desejo é meu
O teu silêncio é um véu
O meu inferno é o céu,
pra quem não sente culpa de nada
E se não for, valeu
E se já for, adeus
O dia amanheceu,
levante as mãos para o céu
E agradeça se um dia encontrar
Um amor, um lugar, pra sonhar
pra que a dor possa sempre mostrar
algo de bom
Eu ainda lembro, eu ainda lembro
O dia em que eu te encontrei
Eu ainda lembro, eu ainda lembro
como era fácil viver
Ainda lembro, ainda lembro.
 
 

Um dia tu aprende que nada...



... do que era pra ser, foi. Tu aprende o verdadeiro significado da palavra saudade; tu aprende da pior forma possível como seria ser feliz ao lado de uma pessoa ou como seria então poder dizer nem que fosse só mais uma vez como é falar com o amor da tua vida. Sentir saudade do que um dia era pra ser uma linda história de amor e agora não passa de só mais uma lembrança, na tua mente e na mente, da pessoa que tu ama. Saudade é pra sempre – e só da pior forma possível que aprendemos.

Queria poder dizer mais uma vez o quão especial pra mim tu é, mais uma vez que o meu coração bate, mas bate por ti, parece que nunca deixamos de sonhar – viver; o nosso mundo mas vive-lo da forma mais pura e livre possível. Só posso dizer que te amo, não como um menino mas sim, como um homem para poder passar e aguentar tudo o que aguento por ti. Saber amar é saber ir mais além, além do ser, além do ter, além de tudo o que os humanos podem julgar correto – amar é transpor as barreiras do destino, da força e da própria vida. Amar é saber que um oi só é suficiente para te fazer a pessoa mais feliz e linda do mundo.

Ouvir a tua voz, te ver chegar, te abraçar, sentir você perto – como se nunca tivesse saído do lugar que é teu por direito. Como não reviver momentos que são nossos em alguns segundos, segundos esses que podem ter parecido uma eternidade imensa, só pelo simples fato de termos ficado um tempo juntos, a vontade de mudar o mundo, de pintar o mundo todo de uma só cor, a cor do amor – por mais cafona que fosse, seria a nossa cor. Sair na rua, mesmo com lágrimas nos olhos, enxergar em cada rosto o teu. Pode me chamar de louco mas isso me faz bem, ouvir a tua voz me pedindo pra ficar só mais um minuto, saber que ao adormecer te abraçar e sonhar; sonhar com um mundo que nos pertence, que é só nosso e de mais ninguém.

Viver que vivemos, por um sonho?! Uma viagem sem data de chegada, mas uma viagem, a nossa ida ao paraíso por um simples beijo. Quando nossos corpos então se tocam, o mundo perde todo e qualquer sentido e algo muito mais forte que nós invade nosso corpo, algo que não podemos dar nome, mas podemos sentir e ter a certeza que é nosso, só nosso. Algo que juntos vivemos e que sabemos que vai além do que podemos explicar ou sentir, vai muito além do que podemos então dizer. Achando que a palavra “gostava” poderia ser conjugada em um simples verso, mas não pode. Não existe gosta – quando se trata de nós, existe “gosto” – “amo”; sem medir esforços. Sem medir consequências, e é isso que nos torna tão diferentes e especiais.

Mesmo parecendo que foi ontem, já se faz um bom tempo em que nossos olhares se cruzaram em uma simples tarde de verão, ou era inverno?! Nem lembro ao certo, mas lembro como se fosse agora das batidas descompassadas dos nossos corações ao se encontrarem e nesse instante fazer com que nossos caminhos finalmente se cruzassem, e a partir dali fazer com que tudo mudasse de sentido e de rumo em nossas vidas. Camiseta suada, calor, era eu e você e só, sem mundo algum, sem pessoas – sem ninguém além de nós dois. Muito tempo se passou, muitas coisas aconteceram, crescemos sem deixar de sermos um do outro, crescemos sem ao menos conseguir fugir do que somos e do que queremos, do que seremos, sei lá; crescemos sem deixar de nos amar. Parece loucura, mas é uma loucura tão boa, que nos pertence de uma forma tão nossa, nosso mundo vive em paralelo com o mundo dessa gente grande e chata, nosso mundo – nosso amor, e por que não nossa vida?! 
Poder dizer que te amo mesmo que fosse enquanto tu dormia foi talvez, de todos os momentos o mais lindo e especial, pois sei que de alguma forma no teu intimo tu disse que também me amava, e sei que foi algo real, muito mais real do que muitas palavras que são ditas no silêncio de um olhar. Sentir teu corpo quente junto ao meu, sentir a tua respiração, teu abraço ou até mesmo o teu cafuné durante uma longa noite de sono que passamos juntos fez e faz com que momentos como esse saiam do mundo dos sonhos e tornem-se realidade.

20 de julho de 2013

Para isso somos feitos ...

Não namore com alguém por status ou por carência, namore por realmente sentir algo. Não iluda uma pessoa a qual você não sinta nada, fale a verdade mesmo doendo, mas fale. Não minta, pois a verdade sempre é descoberta. Não use as pessoas, amanhã você poderá ser o alvo. Não troque quantidade por qualidade. Não deixe que o namoro acabe com suas amizades. Não se deixe levar por falsos amigos. Não acredite em palavras e sim em atitudes. Seja confiante, tenha amor próprio, tenha auto estima. Não pense negativo, pense positivo e atraia coisas boas. Não discuta, argumente. Não cuide da vida de ninguém, cuide apenas da sua. Dê a sua opinião, mas também saiba ouvir o próximo. Respeite religiões e culturas. Não julgue ninguém pela cor, classe social, peso, altura e sexo. Cada um é único, então não seja uma cópia. Não dê valor às coisas, dê valor às pessoas. Não prejudique o que tem vida, pois também tem sentimento. Não destrua a natureza, destrua o que te faz destrui-la. Jogue seu preconceito no lixo, não o guarde para si. Trate os outros de igual para igual. Não pise em ninguém, amanhã poderá precisar dessa pessoa para algo. Tenha cérebro além do dinheiro. Dinheiro acaba, mas a sabedoria, ela dura para sempre. Dinheiro compra, mas a sabedoria conquista. Quem não age de tal forma, é um ser humano vazio e totalmente pobre de espírito. E pessoas pobres interiormente, infelizmente, atraem interesseiros e vivem sozinhos, sem paz e amor no coração. O mais sujo não é aquele que vive no lixo, o mais sujo é aquele que vive com o lixo dentro de si, um ser totalmente oco, que é o mais pobre dos seres ao ser vazio. Gente assim quer ser melhor, mas no fim é pior. Só errando é que se aprende a viver, não uma vez, mas várias. E tem gente que ainda tem que apanhar muito da vida, porque ainda não aprendeu nada com ela.

Olhe pro seu namorado. Agora responda: Quantas pessoas você acha que são loucas por ele? Quantos você acha que ficam encantados com aquele sorriso que só ele tem? Devem ter vários, né? Você não sabe quem são, mas existem. E apesar disso, ele encontrou você. Na verdade, ele te escolheu. É, você! Que não é nenhum príncipe, cheio de falhas e imperfeições. E mesmo assim, ele insiste em te chamar de príncipe, de perfeito. Muito bobo, né? Ele te ama assim, exatamente do jeito que você é, imperfeito. Agora, eu te pergunto: tem dado valor? Muitos invejam você e estão só de olho, esperando seu primeiro vacilo para atacar. E aí, amigo, vai esperar vê-lo nos braços de outro? Sorrindo das piadas de outro? Fazendo um carinho em outro? Bate até uma pequena raiva só de imaginar, né? Agora vai lá, passa a mão no cabelo dele e diz que o ama. Liga só pra saber como ele está. Dê valor enquanto tem, porque quando perder só vai sobrar arrependimento.



11 de julho de 2013

A Geração Perdida ...

Tava lendo um livro sobre uma literata rica
dos anos vinte e seu marido
beberam, comeram e curtiram por toda a
Europa
encontrando-se com Pound, Picasso, A. Huxley, Lawrence, Joyce,
F. Scott, Hemingway e muitos
outros.
as celebridades eram como brinquedinhos para
eles
e pelo que li
as celebridades curtiram a ideia de ser
brinquedinhos.
durante todo o livro
esperei que ao menos uma das celebridades
dissesse para a literata rica e seu
rico literato marido
que caíssem foram
mas, pelo jeito, nenhum deles
o fez.
Em vez disso, deixaram-se fotografar com a senhora
e seu marido
em várias praias
com cara de inteligente
como se tudo isso fizesse parte
da Arte.
talvez o fato de a mulher e seu marido
serem donos de uma grande mídia
tivesse algo a ver
com isso.
e foram todos fotografados juntos
em festas
ou na calçada da livraria de Sylvia Beach.
é verdade que muitos deles eram
artistas ótimos e/ou originais
mas tudo parecia tão esnobe e
afetado,
e o marido finalmente cometeu
seu tão anunciado suicídio
e a senhora publicou um dos meus
primeiros contos
nos anos 40 e agora
está morta, mas
não consigo perdoar nenhum dos dois
por suas vidas ricas e imbecis
também não consigo perdoar seus brinquedinhos
por se sujeitarem
a isso.


9 de julho de 2013

#MeuXodó ...

" Eu disse, que essa história tinha um final triste.
Que na Sessão da Tarde eu nem era um Príncipe.
Eu fui só o Jegue que você galopou.
Não venha, fazer a Moça estilo Faroeste.
Cê tá mais pra Vilã barata do Agreste.
Não sei mais como posso ser usado assim [...]

Meu BB chegou *-*
#BandaUÓ #FazUÓ #LOVE <3




5 de julho de 2013

Mais uma d'Ele ...

"Por que há tão poucas pessoas interessantes? Em milhões, por que não há algumas? Devemos continuar a viver com esta espécie insípida e tediosa? O problema é que tenho de continuar a me relacionar com eles. Isto é, se eu quiser que as luzes continuem acesas, se eu quiser consertar este computador, se eu quiser dar descarga na privada, comprar um pneu novo, arrancar um dente ou abrir a minha barriga, tenho que continuar a me relacionar. Preciso dos desgraçados para as menores necessidades, mesmo que eles me causem horror. E horror é uma gentileza."

- Charles Bukowski

 

26 de junho de 2013

Não namore com alguém...

... por status ou por carência, namore por realmente sentir algo. Não iluda uma pessoa a qual você não sinta nada, fale a verdade mesmo doendo, mas fale. Não minta, pois a verdade sempre é descoberta. Não use as pessoas, amanhã você poderá ser o alvo. Não troque quantidade por qualidade. Não deixe que o namoro acabe com suas amizades. Não se deixe levar por falsos amigos. Não acredite em palavras e sim em atitudes. Seja confiante, tenha amor próprio, tenha auto estima. Não pense negativo, pense positivo e atraia coisas boas. Não discuta, argumente. Não cuide da vida de ninguém, cuide apenas da sua. Dê a sua opinião, mas também saiba ouvir o próximo. Respeite religiões e culturas. Não julgue ninguém pela cor, classe social, peso, altura e sexo. Cada um é único, então não seja uma cópia. Não dê valor às coisas, dê valor às pessoas. Não prejudique o que tem vida, pois também tem sentimento. Não destrua a natureza, destrua o que te faz destrui-la. Jogue seu preconceito no lixo, não o guarde para si. Trate os outros de igual para igual. Não pise em ninguém, amanhã poderá precisar dessa pessoa para algo. Tenha cérebro além do dinheiro. Dinheiro acaba, mas a sabedoria, ela dura para sempre. Dinheiro compra, mas a sabedoria conquista. Quem não age de tal forma, é um ser humano vazio e totalmente pobre de espírito. E pessoas pobres interiormente, infelizmente, atraem interesseiros e vivem sozinhos, sem paz e amor no coração. O mais sujo não é aquele que vive no lixo, o mais sujo é aquele que vive com o lixo dentro de si, um ser totalmente oco, que é o mais pobre dos seres ao ser vazio. Gente assim quer ser melhor, mas no fim é pior. Só errando é que se aprende a viver, não uma vez, mas várias. E tem gente que ainda tem que apanhar muito da vida, porque ainda não aprendeu nada com ela.