26 de fevereiro de 2014

O AMOR EM TEMPOS DE FACEBOOK.

Você olha para o lado e no muro mais uma frase romântica pichada. Sorri feliz e até tira uma foto, o amor está lá, pintado no muro e emocionando quem passar por ali e ler. O amor está escrito no papel da bala, com frases curtas e incríveis e parece o suficiente. No adesivo do carro com corações vermelhos. E agora, ele também está lá, publicado no seu mural todos os dias. O amor está sendo divulgado em frases mal elaboradas à espera de mais uma opção curtir, de mais um seguidor. Em tempos onde todos viraram poetas e discípulos do romantismo, o amor se perdeu de vez num emaranhado de palavras que, juntas dizem menos do que separadas. E ‘eu te amo’ é frase que se compra e se vende mais barato do que pastel de feira. Antes o amor era cafona, agora o amor é plágio. Vem cá, onde foi parar o amor mesmo? Do luxo ao lixo. Saiu dos corações, dos beijos molhados, das surpresas e das mãos dadas para virar politicagem barata em redes sociais. O amor está em promoção! Curta um e leve dois. A nova aliança é ‘me segue que eu te sigo’ de volta. O romance escorre nas palavras enquanto o computador está ligado, depois são lágrimas que escorrem no travesseiro sem ninguém perceber. E no dia seguinte, uma frase de Vinícius de Moraes publicada só para dizer ao mundo que você ama e é feliz. Quando na realidade não sente um beijo de verdade faz um bom tempo. Tão acostumados a escrever, nós deixamos de dizer. E quanto menos se diz sobre o amor, menos se sabe sobre ele, menos se vive e muito menos se sente ou faz com que o outro sinta. Amar não é só escrever que ama. E se quiser digitar uma poesia, faça isso com seus dedos em minhas costas, por favor! Pior do que se ajoelhar virtualmente e declarar o amor para milhares de amigos que você sequer cruzou nos corredores do colegial ler, é aceitar aquelas declarações emolduradas por uma tela de computador, com palavras previamente ensaiadas, com pedaços de músicas se encaixando perfeitamente, vírgulas nos lugares exatos, reticências poéticas e uma concordância escandalosamente perfeita num exagero beirando o precipício. O amor escrito minuciosamente. Ali, perfeito e entregue de bandeja. E você aceita essa bandeja sem questionar e sem lamentar que não pode segurar ela com as mãos. Pior é acreditar em parágrafos que circulam em Ctrl C + Ctrl V e se sentir especial. Se o amor fosse uma pessoa, com toda certeza iria encher a nossa cara de porradas e cobrar ‘que porra é essa que vocês estão fazendo comigo?’. O amor virando palhaço de circo e a gente aplaudindo. O amor na vitrine e a gente se contentando em só olhar. O amor que antes era uma linda e natural flor, com cheiro e textura, agora virando flor animada em GIF, coberta de glitter. Me diz, cadê o toque? Onde estão os ‘eu te amo’ sussurrados ao pé do ouvido? As declarações mal feitas, acompanhadas de olhares apaixonados com medo de falhar? Onde estão os arrepios e o perfume? Estão todos engavetados e esquecidos e a culpa é toda nossa, simplesmente porque nós não cobramos o amor na carne. Não exigimos o amor ao vivo, no último volume. Temos medo de encarar o real tamanho do sentimento, e então usamos escudos disfarçados de telas frias e filtros do Instagram. Se for por culpa da distância, tudo bem e a gente aceita declarações que ajudem a manter a lembrança de que o outro existe e ama. Mas faça isso com competência. Muitos querem uma grande estória de amor, mas poucos são competentes para isso. Se for virtual, prefira então as promessas. E principalmente, aquelas que se cumpram depois lá fora, no mundo real, onde a gente se olha nos olhos enquanto faz amor. Onde compartilhamos a saliva e o suor – e não apenas frases. O amor não pode ser descartável. O amor não pode ser assim, fácil de deletar. Bastando um backspace e o amor acaba. Bastando um ‘desfazer amizade’ e o amor some. Bastando uma tinta no muro e o romantismo sendo abduzido sem que ninguém note. Não! Queira do amor tudo o que ele pode oferecer. A voz, a pele, o gosto, o olhar e a dor. Viva e morra por amores profundos e reais. Sofrer por publicações é humilhante. Morrer de amor apenas por frases é decadente. Faça-me versos sim, me cante com poesias de Leminski e Drummond de Andrade. Eu não quero que as palavras morram. Mas, ao final delas, não me mande ‘beijos’ virtuais, desligue isso aí e venha até aqui me beijar.


25 de fevereiro de 2014

TODO FILHO É PAI DA MORTE DE SEU PAI. VEJO EM MEU PAI O MEU MUNDO - Nó na garganta ao ler!


" Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai.

É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso.

É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho. É quando aquele pai, outrora firme e instransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar.

É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela - tudo é corredor, tudo é longe.

É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios.

E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz.

Todo filho é pai da morte de seu pai.



 
Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta.

E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais.

Uma das primeiras transformações acontece no banheiro.

Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro.

A barra é emblemática. A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas.

Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protetores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes.

A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões.

Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus.

Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente?

Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete.

E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.

Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos.

No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:e

— Deixa que eu ajudo.

Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo.

Colocou o rosto de seu pai contra seu peito.




Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo.

Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável.

Embalou o pai de um lado para o outro.

Aninhou o pai.

Acalmou o pai.

E apenas dizia, sussurrado:

— Estou aqui, estou aqui, pai!

O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali. "

(autor desconhecido - compartilhado por Elodia Roman)

18 de fevereiro de 2014

Príncipe encantado só na Disney!

Príncipe não é perfeito,

ele tem erros também,

ele não vai chegar em um cavalo branco só pra você,

não é tão alto quanto você,

dono de um sorriso perfeito,

não é loiro e nem sempre é moreno,

pode não ser o cara mais social do mundo,

pode não saber falar mais que um idioma,

pode muitas vezes te trocar por alguns segundos jogando,

pode ser aquele cara envergonhado,

acanhado,

ele pode não saber cantar,

mas esforça-se para declamar um poema só pra você,

ele pode não saber falar sobre nem um dos teus assuntos prediletos,

mas sabe a hora de te abraçar e dizer o quanto gosta de ti,

ele pode te xingar todas as horas do teu dia,

mas sempre vai ser só pra te ver com aquela cara de irritado que ele ama,

ele nem sempre vai gostar das mesmas musicas que você,

ou vai estudar quando tu perguntar pra ele,

mas ele não vai medir esforços em te fazer sorrir,

esse é o verdadeiro príncipe encantado,

esse sim é aquele que vai enfeitar a tua história e fazer ela valer a pena!



15 de fevereiro de 2014

• fotossíntese

fotossíntese | s. f.

fo·tos·sín·te·se

substantivo feminino

1. Fixação do carbono pelas plantas verdes, sob a .ação da luz.

2. Função clorofilina.

"fotossíntese", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/fotoss%C3%ADntese [consultado em 16-02-2014].
fotossíntese | s. f.

fo·tos·sín·te·se

substantivo feminino

1. Fixação do carbono pelas plantas verdes, sob a .ação da luz.

2. Função clorofilina.

"fotossíntese", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/fotoss%C3%ADntese [consultado em 16-02-2014].
12H2O + 6CO2 → 6O2 + 6H2O + C6H12O6
fotossíntese | s. f.

fo·tos·sín·te·se

substantivo feminino

1. Fixação do carbono pelas plantas verdes, sob a .ação da luz.

2. Função clorofilina.

"fotossíntese", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/fotoss%C3%ADntese [consultado em 16-02-2014].

13 de fevereiro de 2014

Em busca de um corpo perfeito ..

Galera de que adianta malhar uma hora por dia e fazer mais uma hora de dança, se não me alimento bem? Essa noite meu corpo respondeu de forma agressiva, tive cólicas abdominais e insônia. Até onde se é possível ir por um corpo perfeito, ontem exigi demais nos exercícios físicos e hoje pago o preço. Estou fazendo isso para entrar em uma escola de dança, só pra avisar vocês :D Ainda chego nesse nível: 

 

12 de fevereiro de 2014

Tendência ❤




"[...] New York, London, Paris, Milan
Tokyo, I think it's in Japan
Asia, Malasia, Las Vegas to play, L.A.
If you pay my way [...]"

10 de fevereiro de 2014

Carta a ninguém!




Com amor para ninguém,
meu amor, 
meu nada, 
minha coisa nada, 
é muito difícil pra mim nesse momento expressar tamanho sentimento, 
hora brando, 
hora dormento, 
que toma assim do nada, 
não sei quem é você pois te imaginava com tudo, 
e no dia do nosso encontro, 
vi que para mim, 
você era mais que nada. 
Nada tinha a ver comigo, 
contudo, 
eu gostei, 
me envolvi, 
me entreguei, 
me apaixonei por você,
me humilhei,
ninguém tinha despertado meu coração,
ninguém,
eu amo você ninguém,
amo e tenho certeza que ninguém te ama mais do que,
mas naquele dia ninguém apareceu,
pra me impedir,
do sentimento,
ninguém mesmo,
nem mesmo eu,
que não abri meu coração pra ninguém,
mas você é meu ninguém,
meu ninguenzinho,
mas o pior,
é que ngm sabe de nós,
queria revelar pra todo mundo,
que ninguém me ama,
mas ninguém apareceu,
aliás,
aparecer,
apareceu,
apareceu quando,
mas,
que tanto esperei outrora,
fiz que não vi ninguém,
e deixei,
que o que eu mais quero,
o que mais quero é ninguém,
ninguém me entende,
ninguém me ouve,
ninguém me ajuda,
por isso,
dedico essa carta pra ninguém,
por que eu só quero,
te conheço como ninguém,
e é desse jeito que quero mudar radicalmente,
pra dizer que agora não conheço mais ninguém,
me esquece,
por que ele pra mim,
já não passa de um ninguém,
adeus,
com amor, 
do seu amor.

"Hoje eu quero voltar sozinho"


Saiu o TRAILER do "Hoje eu quero voltar sozinho" :) - A Premiere do filme é hoje a noite aqui em Berlim e os ingressos estão esgotados para as 3 salas que o exibirão ao mesmo tempo. Eu ainda não assisti o filme. Na expectativa! ️- Relata um dos atores. ❤❤❤




Trailer: http://m.youtube.com/watch?v=lpHKXyko358&desktop_uri=%2Fwatch%3Fv%3DlpHKXyko358


9 de fevereiro de 2014

Desabafo de um Menino que acredita na igualdade e respeito de todos:


Depois de assistir ao Filme: Milk - A Voz da Igualdade, fiquei extremamente mexido com alguns assuntos até então desconhecidos da maioria das pessoas em nossa sociedade. Gostaria acima de tudo recomendar esse filme a todos, gays ou não, lésbicas ou não, trans ou não. Enquanto muitos se preocupam somente com que roupa vão a “baladinha” do final de semana, sem medo de serem ou não agredidos nas ruas, esquecem de toda uma luta que veio antes dessa tal liberdade que vocês tanto prezam.  18 de Novembro de 1978 quando Milk grava uma fita contando um pouco da sua luta pelo movimento e ativismo Gay (que só seria ouvida depois que o mesmo fosse assassinado), o ano que jamais será esquecido na luta dos nossos direitos, quando Harvey Milk, um ativista, gay, nascido em 22 de Maio de 1930 na cidade de Woodmere, Nova Iorque.



1970 em Nova Iorque, andando por uma de tantas ruas, se depara com quem futuramente seria, além de seu parceiro, o Homem que sempre esteve do seu lado. Nas campanhas era quem comandavam toda a bagunça enquanto Milk estava na corrida para ser reconhecido e fazer com que a Lei de respeito aos Homossexuais fosse aprovada. Scott Smith seria o amor da sua vida, e tudo começara de uma forma nem um pouco natural, no dia do aniversário de Milk. Um amor, uma fuga, fugiram juntos para começar uma nova vida, em San Francisco, onde abririam um negócio no ano de 1972, Castro Camera. Onde sofreram o primeiro preconceito, quando foram impedidos de abrir a loja por formarem um casal Homossexualmente assumido. Onde tiveram a ideia de formarem a primeira associação de Comércio Gay, foi ai que Scott percebe que Milk era um ativista da causa Gay. As pessoas que começavam a se juntar na loja de Milk, gays assumidos ou não, o elegeram prefeito da Rua Castro, sempre ao lado de Milk, Scott Smith era o apoio e suporte na vida de Milk, mesmo Castro sendo a rua dos Gays em San Francisco, em 1973 a rua não era segura, por isso todos eles sempre andavam com um apito no pescoço para quando ouvir alguém chamando, poder ajudar. Recrutando pessoas para ajudarem na luta dos direitos dos Gays – Milk conhece quem seria o seu braço direito em toda a sua campanha.



Em 10 de novembro de 1978, dez meses depois de ter sido empossado, White renunciou a seu mandato no Conselho de Supervisores de São Francisco, alegando que o seu salário anual de 9.600 dólares não era suficiente para sustentar sua família. Milk também havia sentido o aperto da diminuição de seus rendimentos quando ele e Scott Smith foram forçados a fechar a Castro Camera um mês antes. Poucos dias depois, White solicitou seu mandato de volta e o prefeito Moscone inicialmente concordou. No entanto, uma análise mais aprofundada — e a intervenção de outros supervisores — convenceu o prefeito a nomear alguém mais em consonância com a crescente diversidade étnica do distrito de White e as inclinações liberais do Conselho de Supervisores.



Moscone planejava anunciar a substituição de White dias depois, em 27 de novembro de 1978. Meia hora antes da conferência de imprensa, Dan White entrou na prefeitura através de uma janela do porão para evitar os detectores de metal e dirigiu-se ao gabinete do prefeito Moscone. Testemunhas ouviram gritos entre White e Moscone, em seguida, tiros. White disparou no prefeito, uma vez no braço e, em seguida, três vezes na cabeça depois que Moscone havia caído no chão. White então caminhou rapidamente para o seu antigo escritório, recarregando ao longo do caminho seu revólver de fabricação exclusiva para policiais com balas de pontas côncavas, e interceptou Harvey Milk, pedindo-lhe para entrar por um momento. Dianne Feinstein ouviu tiros e chamou a polícia. Ela encontrou Milk de bruços no chão, atingido cinco vezes, incluindo duas vezes na cabeça à curta distância. Feinstein estava tremendo tanto que precisou de apoio do chefe da polícia após identificar ambos os corpos. Foi ela quem anunciou à imprensa, "Hoje São Francisco sofreu uma dupla tragédia de imensas proporções. Como presidente do Conselho de Supervisores, é meu dever informá-los de que tanto o prefeito Moscone como o supervisor Harvey Milk foram baleados e mortos", acrescentando, em seguida, depois de ser abafada pelos gritos de descrença, "e o suspeito é o supervisor Dan White. Milk estava com 48 anos de idade e Moscone, com 49.



Dentro de uma hora, White telefonou à sua mulher de uma lanchonete nas proximidades, que encontrou-o em uma igreja e acompanhou-o à polícia, onde White entregou-se. Muitos moradores deixaram flores sobre os degraus da prefeitura. Naquela noite, uma reunião espontânea começou a se formar na Rua Castro movendo-se em direção à prefeitura em uma vigília com velas. A quantidade de pessoas foi estimada entre 25 mil e 40 mil, abrangendo toda a Rua Market, estendendo-se a uma milha e meia (2,4 km) da Rua Castro. No dia seguinte, os corpos de Moscone e Milk foram levados para a rotunda da prefeitura onde as pessoas de luto faziam suas homenagens. Seis mil enlutados assistiram à cerimônia funerária para o prefeito Moscone na Catedral St. Mary's. Duas cerimônias foram feitas para Milk; uma pequena no Templo Emanu-El e uma mais turbulenta no teatro de São Francisco.



Lê-se na placa cobrindo as cinzas de Milk, em parte: a loja de fotografias [de Harvey Milk] e o comitê de campanha na Rua Castro, 575, e seu apartamento no andar de cima eram centros de ativismo da comunidade para uma ampla gama de direitos humanos, ambientais, trabalhistas e questões de bairro. O árduo trabalho de Harvey Milk e realizações em nome de toda população de São Francisco deram a ele amplo respeito e apoio. Sua vida é uma inspiração para todas as pessoas comprometidas com a igualdade de oportunidades e o fim do fanatismo.


“Se uma bala atravessar o meu cérebro, que ela destrua todos os armários”.

Scott Smith: Trabalhou incansavelmente para preservar e dar continuidade ao legado de Harvey. Ele morreu por complicações relacionadas a AIDS em 1995.

Anne Kronenberg (Lésbica responsável pelo comitê de Milk): Hoje tem três filhos e é a diretora adjunta do departamento de saúde pública em San Francisco.

Jim Rivaldo e Dick Pabich (responsáveis pelo comitê eleitoral de Milk, em todas as suas campanhas): Formaram uma firma de consultoria política no Castro, levando os candidatos mais desconhecidos de San Francisco a cargos públicos por duas décadas.

Danny Nicoletta: É um fotografo profissional e a mais de 30 anos documenta o movimento lésbico, gay, bissexual e transgênero.

Cleve Jones: Em 1987 criou The NAMES Project AIDS Memorial Quilt, que permanece um símbolo reconhecido internacionalmente da pandemia do HIV. Ainda hoje Cleve continua seu ativismo político.

Logo depois na ponte Golden Gate, depois de uma chuva de suco de uva em pó, história em quadrinhos Doonesbury, e chuva de espuma os amigos mais íntimos de Harvey espalharam suas cinzas no mar.