9 de fevereiro de 2014

Desabafo de um Menino que acredita na igualdade e respeito de todos:


Depois de assistir ao Filme: Milk - A Voz da Igualdade, fiquei extremamente mexido com alguns assuntos até então desconhecidos da maioria das pessoas em nossa sociedade. Gostaria acima de tudo recomendar esse filme a todos, gays ou não, lésbicas ou não, trans ou não. Enquanto muitos se preocupam somente com que roupa vão a “baladinha” do final de semana, sem medo de serem ou não agredidos nas ruas, esquecem de toda uma luta que veio antes dessa tal liberdade que vocês tanto prezam.  18 de Novembro de 1978 quando Milk grava uma fita contando um pouco da sua luta pelo movimento e ativismo Gay (que só seria ouvida depois que o mesmo fosse assassinado), o ano que jamais será esquecido na luta dos nossos direitos, quando Harvey Milk, um ativista, gay, nascido em 22 de Maio de 1930 na cidade de Woodmere, Nova Iorque.



1970 em Nova Iorque, andando por uma de tantas ruas, se depara com quem futuramente seria, além de seu parceiro, o Homem que sempre esteve do seu lado. Nas campanhas era quem comandavam toda a bagunça enquanto Milk estava na corrida para ser reconhecido e fazer com que a Lei de respeito aos Homossexuais fosse aprovada. Scott Smith seria o amor da sua vida, e tudo começara de uma forma nem um pouco natural, no dia do aniversário de Milk. Um amor, uma fuga, fugiram juntos para começar uma nova vida, em San Francisco, onde abririam um negócio no ano de 1972, Castro Camera. Onde sofreram o primeiro preconceito, quando foram impedidos de abrir a loja por formarem um casal Homossexualmente assumido. Onde tiveram a ideia de formarem a primeira associação de Comércio Gay, foi ai que Scott percebe que Milk era um ativista da causa Gay. As pessoas que começavam a se juntar na loja de Milk, gays assumidos ou não, o elegeram prefeito da Rua Castro, sempre ao lado de Milk, Scott Smith era o apoio e suporte na vida de Milk, mesmo Castro sendo a rua dos Gays em San Francisco, em 1973 a rua não era segura, por isso todos eles sempre andavam com um apito no pescoço para quando ouvir alguém chamando, poder ajudar. Recrutando pessoas para ajudarem na luta dos direitos dos Gays – Milk conhece quem seria o seu braço direito em toda a sua campanha.



Em 10 de novembro de 1978, dez meses depois de ter sido empossado, White renunciou a seu mandato no Conselho de Supervisores de São Francisco, alegando que o seu salário anual de 9.600 dólares não era suficiente para sustentar sua família. Milk também havia sentido o aperto da diminuição de seus rendimentos quando ele e Scott Smith foram forçados a fechar a Castro Camera um mês antes. Poucos dias depois, White solicitou seu mandato de volta e o prefeito Moscone inicialmente concordou. No entanto, uma análise mais aprofundada — e a intervenção de outros supervisores — convenceu o prefeito a nomear alguém mais em consonância com a crescente diversidade étnica do distrito de White e as inclinações liberais do Conselho de Supervisores.



Moscone planejava anunciar a substituição de White dias depois, em 27 de novembro de 1978. Meia hora antes da conferência de imprensa, Dan White entrou na prefeitura através de uma janela do porão para evitar os detectores de metal e dirigiu-se ao gabinete do prefeito Moscone. Testemunhas ouviram gritos entre White e Moscone, em seguida, tiros. White disparou no prefeito, uma vez no braço e, em seguida, três vezes na cabeça depois que Moscone havia caído no chão. White então caminhou rapidamente para o seu antigo escritório, recarregando ao longo do caminho seu revólver de fabricação exclusiva para policiais com balas de pontas côncavas, e interceptou Harvey Milk, pedindo-lhe para entrar por um momento. Dianne Feinstein ouviu tiros e chamou a polícia. Ela encontrou Milk de bruços no chão, atingido cinco vezes, incluindo duas vezes na cabeça à curta distância. Feinstein estava tremendo tanto que precisou de apoio do chefe da polícia após identificar ambos os corpos. Foi ela quem anunciou à imprensa, "Hoje São Francisco sofreu uma dupla tragédia de imensas proporções. Como presidente do Conselho de Supervisores, é meu dever informá-los de que tanto o prefeito Moscone como o supervisor Harvey Milk foram baleados e mortos", acrescentando, em seguida, depois de ser abafada pelos gritos de descrença, "e o suspeito é o supervisor Dan White. Milk estava com 48 anos de idade e Moscone, com 49.



Dentro de uma hora, White telefonou à sua mulher de uma lanchonete nas proximidades, que encontrou-o em uma igreja e acompanhou-o à polícia, onde White entregou-se. Muitos moradores deixaram flores sobre os degraus da prefeitura. Naquela noite, uma reunião espontânea começou a se formar na Rua Castro movendo-se em direção à prefeitura em uma vigília com velas. A quantidade de pessoas foi estimada entre 25 mil e 40 mil, abrangendo toda a Rua Market, estendendo-se a uma milha e meia (2,4 km) da Rua Castro. No dia seguinte, os corpos de Moscone e Milk foram levados para a rotunda da prefeitura onde as pessoas de luto faziam suas homenagens. Seis mil enlutados assistiram à cerimônia funerária para o prefeito Moscone na Catedral St. Mary's. Duas cerimônias foram feitas para Milk; uma pequena no Templo Emanu-El e uma mais turbulenta no teatro de São Francisco.



Lê-se na placa cobrindo as cinzas de Milk, em parte: a loja de fotografias [de Harvey Milk] e o comitê de campanha na Rua Castro, 575, e seu apartamento no andar de cima eram centros de ativismo da comunidade para uma ampla gama de direitos humanos, ambientais, trabalhistas e questões de bairro. O árduo trabalho de Harvey Milk e realizações em nome de toda população de São Francisco deram a ele amplo respeito e apoio. Sua vida é uma inspiração para todas as pessoas comprometidas com a igualdade de oportunidades e o fim do fanatismo.


“Se uma bala atravessar o meu cérebro, que ela destrua todos os armários”.

Scott Smith: Trabalhou incansavelmente para preservar e dar continuidade ao legado de Harvey. Ele morreu por complicações relacionadas a AIDS em 1995.

Anne Kronenberg (Lésbica responsável pelo comitê de Milk): Hoje tem três filhos e é a diretora adjunta do departamento de saúde pública em San Francisco.

Jim Rivaldo e Dick Pabich (responsáveis pelo comitê eleitoral de Milk, em todas as suas campanhas): Formaram uma firma de consultoria política no Castro, levando os candidatos mais desconhecidos de San Francisco a cargos públicos por duas décadas.

Danny Nicoletta: É um fotografo profissional e a mais de 30 anos documenta o movimento lésbico, gay, bissexual e transgênero.

Cleve Jones: Em 1987 criou The NAMES Project AIDS Memorial Quilt, que permanece um símbolo reconhecido internacionalmente da pandemia do HIV. Ainda hoje Cleve continua seu ativismo político.

Logo depois na ponte Golden Gate, depois de uma chuva de suco de uva em pó, história em quadrinhos Doonesbury, e chuva de espuma os amigos mais íntimos de Harvey espalharam suas cinzas no mar.
 





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