29 de julho de 2014

Once Upon a Time.

Ele tinha 30 anos, tinha uma vida normal, cheia de amigos, e de momentos bons, tinha tudo o que sempre sonhou, a casa dos sonhos, era formado e trabalhava no que mais amava. Morava em uma grande metrópole onde a noite lhe proporcionava bons momentos, aquele cineminha, aquele restaurante com os amigos, ou até mesmo o chopp depois do trabalho. Nunca gostou muito de sair sozinho, mas acabou por ir ao cinema ver o filme que tanto queria, sozinho.

Não sabia ao certo a hora do filme, mas sabia que ele mudaria a sua vida, e foi o que aconteceu, enquanto caminhava pelos corredores do shopping atrás de algo para fazer até a hora do seu filme – avistou um sorriso no meio de toda uma multidão, aquele sorriso lindo, branco, não era um romeu, mas era alguém simples, de jeito leve, sorriso meigo e sincero. Andou sem titubear até onde a pessoa se encontrava, chegou perto e travou; o que teria o feito parar ali, sem saber o que fazer, como agir ou até mesmo se deveria ou não ir falar com o cara que o tinha feito andar, sem ver o mundo, só o seu sorriso.

O homem que o fez apaixonar-se por seu sorriso, era cadeirante.

Loiro, sorriso branco, braços fortes, pernas imóveis. Quando sorria, sua cabeça ia para atrás num dançar leve. Calça jeans escura, camiseta preta, olhos verdes, essa era a imagem que habitaria os pensamentos daquele pobre homem se soubesse do destino, mas não sabia, apenas estava aproveitando para ver a paixão ali, o esperando. Não soube como agir e saiu, continuou a andar sem se quer proferir uma palavra. Na hora do filme, na fila da pipoca, ao olhar para o lado, o homem estava ali, indo para a mesma sessão que ele, ver o mesmo filme, entraram – ele sentou na ultima fileira do cinema, bem lá no alto, enquanto o seu muso inspirador estava lá embaixo, sentado, sozinho, enquanto o romance passava na tela do cinema.


O filme acabou, o homem da calça jeans escura e olhos verdes saiu, sumiu na imensidão dos corpos que andavam de um lado para o outro. E esse foi o final, de uma linda história de amor, que acabou antes mesmo do final do filme. 

Nunca mais se encontraram.


25 de julho de 2014

GRANADA.

Meu peito quer

explodir

sinto-me como uma granada.
Não sei,
quais os sentimentos
alegria?
tristeza?

Quantas pessoas serão afetadas,


Vou explodir.

17 de julho de 2014

Querido Diár.. NÃO!

Não sabia como começar essa postagem então, comecei.

Desculpe-me por não estar me fazendo presente nos últimos dias, estou de férias, e estou aqui na cidade do meu Boyfriend, resolvi dar uma desligada do mundo virtual, e isso tem me feito muito bem por sinal (quando não é bom dar essa desligada mesmo?!).

Como ele ainda está com os dias bem corridos, pois ainda não está de férias da faculdade nem nada, só eu estou (o que é fantástico rs rs rs). Então entre aulas, trabalhos e provas, vamos dando um jeitinho de ficarmos juntos, nem que seja quando ele está a corrigir algum trabalho ou no intervalo das aulas dele.


Tanta coisa já fizemos juntos por aqui, festa junina da nossa universidade, festa no final de semana, que nos rendeu umas boas risadas, beijos e até aquele momento em que eu fico de cara com ele, mas nada que um bom papo depois não ajudasse a resolver os lances da noite. Cozinhamos juntos, entre vários cafés e conversas jogadas fora, descobri o quão importante é esse momentos a dois, coisas de casal mesmo sabe – acredito que é isso que mantém um relacionamento forte, tendo a confiança como base, vimos filme juntos enrolados na coberta, e ficamos conversando até madrugada, dormimos até meio-dia, nos amamos.

8 de julho de 2014

A CULPA É DAS ESTRELAS (Por M. Horn).

Sinto-me estranhamente agora, que acabei de ler o livro que foi um dos mais comentados nos últimos dias, meses, afinal – um romance, em um tempo onde as pessoas perderam essa paixão por livros/filmes românticos, fazer tanto sucesso, é algo, diga-se que assustador, afinal de contas, o livro prende, ele tem uma forma toda especial de prender o leitor, aquela história que quanto mais você lê, mais vontade de saber o final te dá. Pois bem, foi essa a minha situação em todas as páginas desse romance adolescente, bobo até, mas apaixonante, aquele livro que cativa, e no final tu se pergunta, e agora? Tem mais? Quando sai o próximo? O que acontece com os personagens principais? Rs rs rs.
           
           Não sei se foi por ter lido ele em um momento frágil da minha vida, mas esse livro em especial fez todo um sentindo para algumas coisas que até então eu não entendia, e até para me mostrar, que não devo perder a esperança em coisas simples, bonitas, cativantes, mas simples da vida. Um exemplo claro disso, encontrar alguém que viva um infinito com você, pode ser de dias, meses ou anos, mas alguém que esteja disposto a fazer da tua vida, um infinito. Devo admitir também, que cada pessoas que passou pela minha vida, fez da sua existência nela, um infinito, é claro que alguns infinitos são maiores que outros, mas cada um de uma forma especial. Sucessivamente após o termino do livro, falei com algumas pessoas em especial, que tinham-se feito meio que esquecidas na minha vida, mas que me mostraram o real significado das coisas. Bem, devo admitir aqui que os últimos capítulos desse livro me fizeram derramar algumas lágrimas, de tristeza, afinal sou humano também, tenho sentimentos (muito mais do que muitos imaginam, e sim, eu sou um chorão), não sei mais se quero ver o filme, tenho medo de que ele acabe com a magia que o livro me proporcionou, e que o mundo não seja o mesmo; por indicação de um casal de amigos, fiquei com uma vontade pequena de ver o filme, mas ainda não me rendi a ele (espero não me render tão cedo).

         
           Fiquei pensando em cada um dos meu relacionamentos, refleti muito sobre o meu atual, e muito também sobre o meu estado de espirito dos últimos dias, devo admitir que se alguém conseguiu ler a minha ultima postagem, antes de eu mesmo tê-la apagado, conseguiram perceber que algo não está tão bem assim, aqui dentro. Vim conversando nessa manhã com o Syg (seu pseudônimo), alguém muito próximo, de um passado não tão distante assim, ainda temos uma cumplicidade enorme em algumas coisas, e admito que isso foi uma das melhores coisas que me aconteceu nos últimos dias. Acho que ninguém além dele, me conhece tão bem. Compartilhar coisas com as pessoas que gostamos faz com que tudo tenha um gosto diferente e um significado ainda maior, seja um livro, seja um filme, uma musica ou um sentimento, não importa o que seja, mas compartilhar com quem gostamos faz com que tudo mude de figura.

            

           Amanhã vou viajar, preciso tirar uns dias para descansar, não meu corpo, mas minha mente, fazer coisas que eu gosto, com pessoas que gosto de estar perto, e principalmente, com o sol quente batendo no meu rosto enquanto leio sentado em um banco de uma praça qualquer, em um lugar qualquer, nesse mundão de Deus.

1 de julho de 2014

Não é só de bate cabelo que vive o Gay.

Vem lá da distante e gélida Islândia o vídeo clipe que considero a coisa mais linda deste mundo gay: "Viðrar vel til loft árása", de 2001, singelo nome em Islândes (que, é claro, você domina) da canção da banda Sigur Rós. Mas nem precisa entender a letra para apreciar a dobradinha clipe-canção. A sonoridade e as imagens falam por si.

O som deles é beeeeeeeeeeeeeeeeem viajante, as canções são enormes, às vezes cantadas na língua materna, em outras, o vocalista, Jón  Þór Birgisson (ou Jónsi, para os íntimos) simplesmente produz sons sem significados (Ferdinand de Saussure diria que é apenas significante), apenas pela sonoridade mesmo. Jónsi é gay assumido. Sim, é um homem quem canta, apesar da voz poder enganar os desavisados. Ele é o cara de camiseta listrada e boina, no clipe. O resultado é estranho, mas muito bom. Lembra um pouco Radiohead, quando a banda desistiu de fazer boas canções pop e tentou fazer "arte" - mas o Sigur acaba sendo melhor na empreitada. Não é para todo "paladar", mas ninguém vai morrer por ter ouvido. . . 

Não é só de bate-cabelo que vive o gay. Dê um descanso para o seu pescoço e curta o clipe (com legendas em inglês), que é lindo demais:


Ps: Maravilhoso foi o comentário que alguém deixou no Youtube:

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